domingo, 22 de fevereiro de 2009

O Ato


Você me algema entre seus braços, deixa-me vulnerável...
Enfeitiça meus sentidos, abala meu pudor... Surpreende-me!
Quero-te assim presa ao meu deleite, estremecendo de tanta tesão! Submissa... É assim que te desejo... Minha escrava dominada...
Estou aqui para te servir, obediente e dependente das tuas vontades.
Meu prazer será completo quando meu ‘’dono’’ estiver satisfeito...
Entrelaça tuas pernas entre meu membro viril, quero sentir teus espasmos! Este teu ventre engolindo meu sexo... Neste sentimento de posse e paixão.
Estou entregue, quero ser usada, ser tua serva... Dar-te muito prazer é meu objetivo.
Sentir teu bel prazer sorver teu âmago, com movimentos frenéticos nesta febre sexual.
Estes rebolados me enlouquecem, parece serpente quando arqueia os quadris. Deliro sentindo sua ‘’gruta’’ pulsando... Essas estranhas molhadas excitam-me...
Quero provar do teu êxtase... Sentir teu cheiro impregnado sobre meu corpo.
Tatuando em mim tua marca, liberando em mim gemidos seguindo teus castigos.
Escravizo teu sexo, por que sei que és como uma fera no cio sente-se satisfeita! Sou teu homem, teu dono... Que desfruta do teu sumo profano, e te fazer delirar.

Nostalgia Corporal


Saudade... Falta dos seus atrevimentos, temperados com sua petulância.
Saudade... Do seu fogo sem momento, gerando uma euforia sentimental.
Saudade... Da indecência descarada expressa em seus olhos...
Saudade... De seu desejo á flor da pele, me tratando como presa!
Saudade... Das suas palavras de entrega, que me desguarnecem...
Saudade... Dos seus sussurros da voz pedindo mais, me alucinando.
Saudade... Dos seus lábios quentes e atrevidos, dissipando-me.
Saudade... Da sua boca desgovernada viajando pelo meu corpo!
Saudade... Das suas mordidas que inflamam meus sentidos...
Saudade... Do momento inesperado, da insinuação desmedida.
Saudade... Do seu apetite mastigando meu desejo inacabado.
Saudade... Das alucinações providas pelos teus movimentos selvagens.
Saudade... Da cúpula insana que extraia de nós um gozo interminável.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Caos


Cadê aquela fúria desmedida dos teus desejos?

Onde se escondeu aquele sentimento que exaltava teu corpo e tua alma?

Tuas carícias quentes e fortes perderam-se na imensidão de tua indolência?

Acabaram-se as provocações deste teu desejo que antes era insensato?

Isto é uma fuga... Fugindo do que?De quem? De mim?

Qual o sentido desta distância entre meu corpo e o seu?

Por que não tocas minha alma fortemente como antes?

Estas desprezando meu corpo, minhas carícias... É isso?

Esquecestes do ápice de prazer que lhe proporcionei!

Você está ocioso, sem desejo, renegando o explícito...

Criando um exílio insignificante e enganando minhas provocações!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ira!


Olhares cruzam-se, armados contra o pudor, em busca do prazer constante.
Fera no cio impregnado, e marcado pelo ímpeto sexual... Simetria instintiva.
Revela-se em lábios ávidos, que incitam a intensidade da entrega desvairada.
As línguas descobrem os corpos os inundando... Neste ritual carnal.
Descontrole total!Comprova a ânsia dos sabores corporais... Explosão!
Mãos descontroladas marcam de forma bruta, aguçando os sentidos.
Depravação nítida nos corpos fogosos evidenciando a fúria sexual...
Nesta denúncia erótica, a lucidez perde o sentido, dando lugar à libidinagem.
Ludibriados nesta realidade furiosa, os dois inflamam-se cheios de malícia.
Esta sagacidade envolve os corpos, de maneira tirana, provocando: espasmos, delírios, gemidos e gritos... Representando este desejo animal...
Entre carícias, a caça é o caçador, traçando a presa através desta metamorfose, chegando ao ápice do furor... Um gozo sem fim nesta Ira sexual.

Avareza


Não admito que olhem para você!
Não suporto ver você sendo almejado...
Você é meu... Apenas Meu!
Nenhuma outra mulher poderá lhe cobiçar...
Não admito competição, quando me refiro as minhas posses!
Você é meu... Apenas Meu!
Teus predicados sensuais têm apenas, uma dona... Eu!
Não quero você inconstante, sou egoísta... sim.
Você é meu... Apenas Meu!
Homem meu... Têm minha marca, minhas digitais;
Para expressar meu domínio sobre meu bem.
Você é meu... Apenas Meu!
Mantenho em mim a possessão dos teus orgasmos;
Por isso que tomar teu ser, e é inevitável, por que...
Você é meu... Apenas Meu!